08 maio 2012

Fingindo segurança

Tinha receio de quem não investe afetivamente em algo ou em alguém. Daquele tipo de pessoas que não curam a ferida e levam a vida tentanto preencher o vazio nos encontros sem compromisso da vida moderna, achando assim que estão cumprindo os ideários da revolução sexual iniciada na década de 60. Tinha medo de quem só come as beiradas e não se permite dar um passo adiante porque é impedido pela razão. Medo disso que é não se apegar, não se entregar, não pagar pra ver. Acha que talvez por isso as filas tenham andado tão depressa e as pessoas estejam cada dia mais perdidas em suas bolhas de ar, fingindo segurança.

Mazes.

Um comentário:

Marcelo disse...

"fingindo segurança"