29 abril 2012

Como se ninguém estivesse a olhar

Tinha doçura na voz e um sorriso de perversão. Ele se encantou com aquela mistura de poesia nítida com sacanagem discreta. Trazia no olhar o brilho característico daquelas pessoas que se esforçam para parecerem segura de si, quando na verdade não são. Depois de algumas semanas de encontros, baixou a guarda e se mostrou nua, como se ninguém estivesse a olhar. E só não o fez antes, porque não sabia que um cara como ele iria gostar dela do jeito que ela era.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Mazes.

Um comentário:

Janice Adja disse...

O gostar não tem uma medição de esforço.
Ou gosta ou não gosta.
Beijos