14 abril 2010

Meu tão sonoro nome


Acordei com vontade de viver e de te deixar cair da estante, se espatifar no chão feito material frágil de vidro que quando que parte se transformam em milhares pequenos fragmentos. E pensei também em exibir mais vezes toda minha beleza e inteligência. Pensei que é hora de jogar coisas sem importância fora, dar fim a toda aquela merda cultural que herdei de pessoas como você e finalmente começar a escrever meu livro. Acordei tendo a certeza de que você não merece o homem que me tornei. Você realmente não merece toda minha qualidade intelectual e toda minha capacidade de rir de coisas comuns. Então fica no teu mundo de animação e deixa eu sentir o que o mundo lá fora tem pra oferecer. Desgruda e começa a desviar o olhar. Muda de esquina da próxima vez que me ver e para de perguntar pelos cantos por mim, porque é exageradamente deprimente. Se manda pra um país distante ou assume de vez tua incapacidade diante da vida, mas por favor, pense duas ou três, talvez até quatro vezes antes de pronunciar meu tão sonoro nome. Agora não chove mais do lado de cá e o que mais quero é que tua rua seja inundada. Se sair noticia no jornal eu aumento o volume enquanto danço ao som de Put A Record On -Unkle Bob.  Frieza? Não! Serenidade, baby! Tô pensando em ser meu, sabe? No final de semana notícias boas viram e eu não vou precisar ficar me procurando pelas avenidas e no meio dos tiroteios. Tô acariciando a mim. Tô carregando a mim. Tô pensado em mim. Tô amando a mim. Vá pra lá que hoje meu veneno pode te matar.
Mazes

2 comentários:

Rosinha Souza disse...

eis que chegou a hora de arrumar a casa!

E Agora Gregório? disse...

Tirar a poeira escondida debaixo do tapete! Muito bom.