21 julho 2009

Mazes- LABIRINTO em inglês

20 julho 2009

Quero a liberdade absoluta e tudo que tenho direito ao meu dispor

Agora vai ser assim... Quero que seja assim! Resolvi amplificar tudo de uma só vez. “E se antes um pedaço da maçã, hoje eu quero a fruta inteira.” Não se aproximem, posso mesmo até morder. Quero a liberdade absoluta e tudo que tenho direito ao meu dispor. Eu to chegando com tudo e afim de ficar quieto na minha por tempo indeterminado. Vou botar ordem nessa bagunça e prefiro mesmo fazer a faxina sozinho. Não me peçam pra manter a calma, eu já estou com ela. Ela já está em mim e quero desfrutá-la nos seus mínimos detalhes. Vou começar a desclassificar tudo o que classifiquei. Vou querer fazer tudo diferente do que fiz até agora. Andei por caminhos tortos e agora acertei o passo. “Prefiro andar sozinho como sou!”
Josimar Souza- Mazes, o pensador

15 julho 2009

Penso em voz baixa, para que o perigo não me escute
O tempo que me foi dado está há um passo de se esgotar e eu ainda não recolhi todos os cacos que espalhei no meu céu. Agora até minhas miniaturas me atormentam pedindo que eu lhes dê seus respectivos valores. Confesso: não sou bom de organização, meu talento é outro. Prefiro causar terremotos. Embora, muitos digam que minha sala de trabalho sempre foi uma das mais impecáveis em termo de organização. Mas no campo complexo que é minha vida, nem ao menos consigo separar meus amores pelo tom da voz. Alguém me diz hoje que a violência vem crescendo demasiadamente. E pude comprovar isso na pele. Quase morro de susto hoje à noite. Resolvi visitar uma amiga que morar algumas quadras da minha casa e decidi ir caminhando até lá. Arrumei-me inteiramente, quase pus beca, só pra sentir o sabor e cheiro das ruas nos dias de inverno e frio profundo. Na metade do cominho tenho a sensação de estar sendo seguido por uma sombra que me deixa intrigado. Sem muita paciência e sem coragem olho para trás e encaro aquele rosto aparentemente desconhecido. Aparentemente. [risos]. Descubro que o possível assaltante na verdade é um conhecido meu que me olha e diz: ainda bem que não é só eu que ando assim, às pressas! [caímos no riso, eu e ele.] A cidade anda violenta, eu digo. Ele concorda e sorrir. “Eu sei, todo ser humano pode ser um anjo!” Encontrei uma companhia, eu pensei. Na verdade não é preciso muita filosofia ou convocar uma bancada de especialistas e doutores para entender como nossas vidas estão mudadas. Vivemos sim a sombra do medo e do espanto. Tudo se move as pressas. A violência explode nos lugares mais calmos e acolhedores. Não falo só do risco de perder algo material, mas me dói também a sensação do medo. Andar nas ruas sempre com olhos de sentinela. Não dá mais pra olhar para o nosso percurso. Estamos sempre pensando o que pode nos acontecer na próxima esquina. Será que chegaremos ao próximo poste de luz com vida? Complicada essa vida onde a correria dos nossos pensamentos não tira um instante de folga, não passeia pelo que é belo na cidade, nem nas coisas simples da vida. Tudo é digital e custa caro. Segurança está pela morte. Terei que blindar meu barraco? Penso eu em voz baixa, para que o perigo não me escute. Estou ausente da paz que sempre almejei. Esperava um pouco mais da vida de adulto. Eu quero ter barba! Eu dizia em casa pra minha mãe. Quando eu fizer 18 anos vou ser livre... Fazer o que eu quiser. Liberdade atrás das grades do portão da minha casa? Fica difícil, não é? Preciso me concentrar! Ainda me resta milésimo de segundos, tenho que aproveitá-los e juntar minha coisinha e tomar uma difícil decisão. Preferia mesmo não ter que decidir. Tô com medo das conclusões! Socorro! Alguém me ajude! “Quero caminhar descalço e escrever no chão!” Josimar Souza-Mazes, o pensador

12 julho 2009

Não quero mesmo sair, to bem no meu cantinho

Queria estar no centro. Voltar a ter aquele brilho de esperança e alegria quem faziam de mim um ser especial, coberto de luz. No meu tempo de criança era mais fácil sorrir. A gente cresce na esperança de que um dia as coisas serão melhores, mas aos poucos algo que antes era essencial para nós vai se esvaziando e tudo que fica é um não saber pra que lado foi a vida. A ingenuidade de acreditar que Papai Noel não esquece ninguém. O medo do bicho papão e sonho de conhecer a Disney. A idéia ilusória, porém mística, de que as nuvens eram feitas de algodão. Ás vezes não é que dava vontade de pegá-las com a mão direita. Lembro-me bem como era fatal se algum amigo querido tivesse que deixar a escola e fosse morar em outra cidade. Hoje? Acho que já me acostumei com o que é passageiro e o que costuma não durar. Será que a vida é mesmo isso, meu Deus? Ir levando a vida relembrando com nostalgia o tempo passado, para que tenhamos algum motivo para acordar no dia seguinte? “De certo que a gente perdeu toda aquela magia!” O vento que hoje insiste em não entrar pela porta da minha casa e nem nas brechas do meu telhado me deixa à margem do mundo lá fora. Não quero mesmo sair, to bem no meu cantinho. Resolvi curtir esse meu instante a sós comigo mesmo, pra saber se assim, sem a presença de outro ser, eu consiga me perceber e aprender um pouco mais sobre meu eu. Quem sabe eu consiga me desprender desse outro mundo que eu construí para esperar por algo ou por alguém, que pelo que espalham por ai, não vai nunca chegar. E como sair? E como jogar no lixo tudo o que acumulei e cultivei durante todo esse tempo? Anos a fio me dedicando a estruturar em mim um canto confortável e acolhedor para oferecer. Ou será que todos estão enganados e eu devo realmente continuar a esperar o que ainda não veio? Ouvindo John Frusciante - Time Tonight e pensando o que fazer para conduzir minha vida. Vou levando assim... Por enquanto, é tudo o que está ao meu alcance. “Eu não sou maior que o mar!”
Josimar Souza- Mazes, o pensador

03 julho 2009

"Nada me segura... tenho o mundo a meus pés e nas mãos só ternura"