03 agosto 2009

Amplificado
Agora vou me acomodar e absorver a leveza do vento e da vida que se forma ao meu redor. Vou deixar para amanhã as coisas que eu não posso fazer hoje, e se o amanhã não chegar, vai valer a pena ter chegado até aqui. Quero me jogar do alto e sentir o sabor do vento. Na simplicidade do momento vou aproveitar o que tenho agora, sem traçar metas para o dia seguinte, mas confesso que mesmo assim, ainda desejo que o amor me encontre numa esquinar qualquer, num dia de chuva ou de sol. Na fase do tanto faz vou construir minhas crônicas, passear pelo meu céu e me entregar sem questionar a lógica da vida. O desejo a gente precisa matar. Já sei do aquecimento global, sei que a crise está acamando com tudo e que a gripe suína... Ah, acho que já falei sobre isso, mas se a vida é mesmo curta, por que vou eu querer concertar o mundo? Nem se eu quisesse teria ferramentas suficientes para essa nobre ação. “Sinto-me meio sem raízes, meio do mundo”. Desprotegido, mas feliz. Prostituto do mundo e eternamente feliz. Vou perder o tom e me mandar para os portos de Lisboa. Quero estar bem mesmo sabendo ser passageiros de lugares onde não posso ficar. Quero ser turista e não perpétuo. Na ponta da língua uma música da boa, na cabeça meus cabelos cacheados, no corpo um estilo zen de ser. Com os pés descalços quero caminhar e seja na grana ou no asfalto me sentir vivo, livre e amplificado. Agora podem descobrir meu esconderijo secreto, pois está liberado o meu livro aberto. Na corda bamba quero ser quem eu sou sem me preocupar com o balanço ou com a provável queda. E não há de ser ruim cair assim, meio sem chão, acidentalmente. Fé, esperança e velas plenas!
Josimar Souza – Mazes, o pensador
Ouvindo: Seduzir - Djvan
Vestido pra dormir e querendo ir pra uma festa

Um comentário:

Deiviane disse...

q liindo!! ameii o texto.. ;*