30 março 2009

Infinitas possibilidades, todas em branco e preto
Sou bem assim... desse mesmo jeito em modo precário... o que bebo, o que como, o que ouço. Sou festa colorida e o palhaço do circo ILUMINAR. Sou o que falo baixinho no meu canto, sou minha roupa qualquer, sou meus livros enfileirados, sou meu estilo James Dean [cafona e normal], sou minhas paredes brancas. Sou o que leio e o que não gosto de ler, o que esqueço, o que compro, o que falo, o que assisto. Sou rock'n'roll e Hare Krishna, os amigos que tenho e os que ainda terei. Sou branco e azul, mas principalmente verde, todos os tons de verde. Sou absolutamente fiel à minha infância. Sou canção noturna. Sou em plena multidão um fragmento de esperança. Sou minhas decisões (mesmo as não acertadas ou principalmente essas) e o que faço com elas. Existencialismo e algumas futilidades, cultura pop. Música e poesia. Amazônia. Portugal. Tupiniquim. Sou saudade, mas de fato sou momento, sou leão e beija-flor, sou o que falam de mim e o que pensam, e se estiverem errados, ajudam a me definir também. Sou guarda florestal. Sou marcianos invadindo a terra. Sou o som da legião, Cazuza cuspindo na bandeira. Sou talvez Raulzito no mapa astral. Sou sem sombras e com muitas dúvidas OSWALDO MONTENEGRO na vitrola. Sou aquilo que seus olhos vêem. Sou meus cds bagunçados. Sou o amor que juro não sentir. Lento, gradual e inconstante. Eu sou a chuva nos dias de inverno e o intenso sol de verão. Sou praia cheia, maré calma, sou pista molhada, sou embarcação, sou vôo alto, sou eu em canção. Sou infinitas possibilidades, todas em branco e preto.
Josimar Souza- Mazes, o pensador

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